domingo, 7 de junho de 2015

Backstreet Boys em Recife

Recife foi a primeira capital a receber a parte brasileira  da turnê  In a Worls Like This, dos Backstreet boys. Movidos pela nostalgia dos anos áureos do Pop mundial, milhares de jovens adultos na casa dos 30 (eu, inclusive) marcaram presença no Chevrolet Hall no último sábado (6); a parte mais interessante é que esse público levava consigo, muitas vezes, uma nova geração de fãs que não presenciaram o ápice da boy band mas estava tão empolgado quanto seus acompanhantes mais velhos.

Com um certo atraso e depois de uma fila quilométrica embaixo de chuva, o público sentiu a presença dos meninos da rua de traz que entraram no palco ao som de um de seus muitos hits - The Call,  com apenas essa música já afastaram qualquer sombra de dúvida de que eles são uma das melhores bandas de garotos de todos os tempos.

A música seguinte foi "Don't Want You Back" e você pode se perguntar: Que música é essa? É justamente esse o ponto, ela é uma faixa do Millenium (1999) que não foi lançada e até agora estou imaginando por que ela entrou na set list. Ok, vamos em frente.

A partir daí seguiu-se uma sucessão de hits de todas as fases das carreiras dos meninos (que já não são mais tão meninos assim). O que chamou atenção é que, diferente da tendências das boy bands atuais, Howie, Kevin, A.J., Nick e Brian trouxeram todas as coreografias originais de volta, inclusive as mais clichés das músicas mid tempo.

Um dos pontos altos do show foi a performance de "We've got goin' on", no auge da energia os já quarentões (quase todos) levaram a casa de show ao delírio, não houve quem conseguisse ficar parado. (ou pula, ou morre).

Mesmo a falta de banda (as bases eram gravadas, mas os vocais eram totalmente ao vivo), pouca produção e a idade "avançada" para uma boyband, os Backstreet boys provaram que ainda estão em plena forma. Os passos de dança e as harmonias continuam exatamente no ponto.


Os americanos ainda reforçaram que são músicos de verdade na seção acústica do show, única parte em que instrumentos aparecem no palco e são performados pelos integrantes do grupo. Violões e instrumentos de percussão deram uma nova cara a antigos hits como "Quit Playing Games With My Heart".
As poucas músicas do novo repertório não eram exatamente as favoritas do público mas não fizeam feio quando apresentadas, destaque para o último single da banda "Show'em What You Made Of".

A homenagem ao local do show não podeira faltar, A.J. ficou responsável por parte delas. Na primeira troca de roupa, o cantor ostentou uma camisa onde se podia ler "Açaí", de Manaus. Boa tentativa, mas não ideal já que o recifense é bairrista demais pra levar isso como uma homenagem. Já o próximo figurino atendeu às expectativas, uma camiseta ostentando uma caveira usando um chapéu de couro típico de Luiz Gonzaga. Ponto pra eles. Bandeiras de Pernambuco e do Brasil também apareceram no palco em alguns poucos momentos.


A camisa da Seleção também não poderia faltar e deu as caras no Encore, nas músicas "Everybody" e "Larger Than Life" que encerraram o espetáculo da melhor maneira possível.

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