segunda-feira, 22 de junho de 2015

Finalmente! Depois de 7 anos de espera, temos música nova de Janet Jackson

Sim, Manas! A Rainha do R&B resolveu dar as caras e depois de 7 anos nos presenteou com uma musiquinha. Janet Jackson acaba de lançar o primeiro single do seu próximo álbum de inéditas, a música é "No Sleeep" (com 3 'e' mesmo). Mais uma parceria com seus compositores de longa data Terry Lewis e Jimmy Jam, responsáveis por vários hits da carreira da caçula da família Jackson.

OK, eu particularmente estava esperando um hit arrasa quarteirão com muita dublagem, coreografia e tal. Quebrei a cara e foi meio decepcionante. JJ resolveu fazer a sexy e gravar um R&B mais smooth, aquela vibe mais sensual, sussurrando as notas no nossos ouvidos. O groove da música é muuuuuuuuuito anos 90 e se parece muito com o som feito por ela mesma naquela época. Não é ruim, mas também não me parece fenomenal, falta impacto. Talvez ela funcionasse melhor com um segundo ou terceiro single

A produção é bem acabada, porém muito simples. Os arranjos dos vocais são muito sutis e bem elaborados com harmonias nos lugares certos reforçando o clima gostosinho da canção.

Lançar um single assim nessa época é uma cartada muito arriscada uma vez que o som que domina as paradas é completamente diferente. Além disso a música, apesar de bem legal, soa antiga que pode afastar o público mais novo. Por outro lado pode introduzir a esta mesma audiência uma sonoridade diferente. Como já foi dito é uma jogada perigosa.

De qualquer maneira vale a pena dar uma atenção ao novo trabalho de Janet, afinal ela tem um legado inquestionável e um talento fenomenal. 

Ouça:

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Madonna Lança clipe de 'Bitch, I'm Madonna' com participações meio estranhas

A véia finalmente lançou esse clipe, gente! Depois de passar um tempo exclusivo no flop Tidal, "Bitch, I'm Madonna" chegou no VEVO/Youtube nesta quinta (18) e o que a gente achou?

Vamos lá! O clima do clipe é muito legal, festa, beijos, bebidas, coreografia tudo muito colorido e casando perfeitamente com a batida FODA da música (uma das melhores do chatíssimo Rebel Heart).

A grande decepção ficou por conta das tão festejadas participações. Os maiores nomes anunciados não compareceram no dia da gravação e os diretores não tiveram a ombridade de inseri-los digitalmente em alguma cena. Ficou uma coisa tosca porque foge totalmente a estética do vídeo e foi feito apenas para causar um hype.

Deu certo pra chamar atenção para o lançamento, mas ver Beyoncé, Katy Perry, Miley Cyrus e Kanye West por MENOS de um segundo foi no mínimo frustrante. Madonna, amiga, você já fez melhor.

Os que diziam que iria colocar Bad Blood de Taylor Switf no chinelo quebraram a cara, apesar de, particularmente, gostar mais da ideia de Madonna.

Chega de blá, blá, blá e vamos ver Madonna fazendo o que ela faz de melhor: Festa:


domingo, 7 de junho de 2015

Backstreet Boys em Recife

Recife foi a primeira capital a receber a parte brasileira  da turnê  In a Worls Like This, dos Backstreet boys. Movidos pela nostalgia dos anos áureos do Pop mundial, milhares de jovens adultos na casa dos 30 (eu, inclusive) marcaram presença no Chevrolet Hall no último sábado (6); a parte mais interessante é que esse público levava consigo, muitas vezes, uma nova geração de fãs que não presenciaram o ápice da boy band mas estava tão empolgado quanto seus acompanhantes mais velhos.

Com um certo atraso e depois de uma fila quilométrica embaixo de chuva, o público sentiu a presença dos meninos da rua de traz que entraram no palco ao som de um de seus muitos hits - The Call,  com apenas essa música já afastaram qualquer sombra de dúvida de que eles são uma das melhores bandas de garotos de todos os tempos.

A música seguinte foi "Don't Want You Back" e você pode se perguntar: Que música é essa? É justamente esse o ponto, ela é uma faixa do Millenium (1999) que não foi lançada e até agora estou imaginando por que ela entrou na set list. Ok, vamos em frente.

A partir daí seguiu-se uma sucessão de hits de todas as fases das carreiras dos meninos (que já não são mais tão meninos assim). O que chamou atenção é que, diferente da tendências das boy bands atuais, Howie, Kevin, A.J., Nick e Brian trouxeram todas as coreografias originais de volta, inclusive as mais clichés das músicas mid tempo.

Um dos pontos altos do show foi a performance de "We've got goin' on", no auge da energia os já quarentões (quase todos) levaram a casa de show ao delírio, não houve quem conseguisse ficar parado. (ou pula, ou morre).

Mesmo a falta de banda (as bases eram gravadas, mas os vocais eram totalmente ao vivo), pouca produção e a idade "avançada" para uma boyband, os Backstreet boys provaram que ainda estão em plena forma. Os passos de dança e as harmonias continuam exatamente no ponto.


Os americanos ainda reforçaram que são músicos de verdade na seção acústica do show, única parte em que instrumentos aparecem no palco e são performados pelos integrantes do grupo. Violões e instrumentos de percussão deram uma nova cara a antigos hits como "Quit Playing Games With My Heart".
As poucas músicas do novo repertório não eram exatamente as favoritas do público mas não fizeam feio quando apresentadas, destaque para o último single da banda "Show'em What You Made Of".

A homenagem ao local do show não podeira faltar, A.J. ficou responsável por parte delas. Na primeira troca de roupa, o cantor ostentou uma camisa onde se podia ler "Açaí", de Manaus. Boa tentativa, mas não ideal já que o recifense é bairrista demais pra levar isso como uma homenagem. Já o próximo figurino atendeu às expectativas, uma camiseta ostentando uma caveira usando um chapéu de couro típico de Luiz Gonzaga. Ponto pra eles. Bandeiras de Pernambuco e do Brasil também apareceram no palco em alguns poucos momentos.


A camisa da Seleção também não poderia faltar e deu as caras no Encore, nas músicas "Everybody" e "Larger Than Life" que encerraram o espetáculo da melhor maneira possível.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sia - A Cantora Sem rosto

Mini Sia e Sia
Todo mundo que curte música pop já ouviu falar em algum momento na cantora e compositora Sia, seja pelos seus vídeos conceituais, seja pelas suas composições incríveis para outros artistas. Mas o que realmente chama a atenção para a cantora é o fato de ela não gostar de aparecer.

Conhecida principalmente pelo seu último CD, 1000 forms of fear e participações em músicas de David Guetta e Flo Rida, a artísta não é nada nova no ramo. Seu primeiro álbum solo data de 1997 e trazia a artista de cara limpa, como outra qualquer promovendo seu trabalho. Até então com uma carreira não tão expressiva daí então surgiu a revolução da imagem, ou falta dela.

Contextualizando...como a gente já tinha comentado aqui no blog, a mídia americana tende a boicotar artistas mais velhos em suas programações, principalmente no meio radiofônico, ainda a principal plataforma de divulgação na música. Sabendo disso Sia, que não é nenhuma novinha(ela tem 39 anos), resolveu abrir mão de seu rosto.

Numa sacada de mestre a artista se tornou atemporal porque sem a representatividade de sua face real, ninguém saberia ao certo, só de olhar, sua idade, chamando atenção para o que realmente importa: A música.

Invés de um rosto, Sia se tornou uma peruca chanel loira. Toda representação de movimento se dá através de dançarinas contemporâneas usando um collant cor da pele e uma peruca que remete direto à cantora. Ironicamente (ou não) a artista normalmente é interpretada por uma criança, Maddie Ziegler, que na época das filmagens de sua primeira aparição no personagem tinha 11 anos.

Com esse truque, a artista conseguiu se livrar de dois problemas de uma vez só: Sua idade (não que seja um problema real, mas devidas as circunstâncias, é) e da Exposição em excesso uma vez que muito provavelmente ela vai andar por aí e poucas pessoas vão reconhecê-la.

E o melhor, o que realmente passa a ser valorizada é a arte, o canto, o significado de suas letras. A imagem agora é usada a seu favor através de clipes que focam na história, na intenção dos movimentos de dança de sua projeção.

Assim, Sia chega a pessoas de todas as idades com sua música, e se continuar com essa estratégia vai se tornar como um Peter Pan, jovem para sempre. Só pra plantar a semente da discórdia, ela não é a primeira artista a fazer isso, alguém aí já ouviu falar em Daft Punk? Então...

Miga, a gente já fez isso. Beijos

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