quarta-feira, 1 de julho de 2015

Demi Lovato vem toda trabalhada no verão com "Cool for the summer"

Demi Lovato passou um tempo afastada dos holofotes, fazendo algumas participações aqui e acolá e pensando em seu novo som. Pois bem, a cantora procurou o hitmaker Max Martin para reinventar o seu som. O resultado foi Cool for the Summer, uma deliciosa música pop prontinha para se dar bem nos charts.

Max trabalhou bem os vocais de Demi explorando os tons mais suaves de seu alcance durante os versos, trouxe também batidas mais eletrônicas ao som da cantora, flertando com a sonoridade dos anos 80. O Arranjo do teclado e da bateria eletrônica dão o tom retrô do lançamento. Não é a minha década favorita para se revisitar mas aparentemente o Pop americano redescobriu o estilo oitentista e agora ele está em todo lugar. (vide algumas faixas do 1989, de Taylor Swift e o último CD do Nick Jonas).

A pra combinar com o clima verão, a ex-jurada do X-Factor até perdeu peso e tá pagando de gatinha na foto de divulgação, mostrando as carnes. É Demi, parece que o jogo virou mesmo.

Vem ouvir:

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Finalmente! Depois de 7 anos de espera, temos música nova de Janet Jackson

Sim, Manas! A Rainha do R&B resolveu dar as caras e depois de 7 anos nos presenteou com uma musiquinha. Janet Jackson acaba de lançar o primeiro single do seu próximo álbum de inéditas, a música é "No Sleeep" (com 3 'e' mesmo). Mais uma parceria com seus compositores de longa data Terry Lewis e Jimmy Jam, responsáveis por vários hits da carreira da caçula da família Jackson.

OK, eu particularmente estava esperando um hit arrasa quarteirão com muita dublagem, coreografia e tal. Quebrei a cara e foi meio decepcionante. JJ resolveu fazer a sexy e gravar um R&B mais smooth, aquela vibe mais sensual, sussurrando as notas no nossos ouvidos. O groove da música é muuuuuuuuuito anos 90 e se parece muito com o som feito por ela mesma naquela época. Não é ruim, mas também não me parece fenomenal, falta impacto. Talvez ela funcionasse melhor com um segundo ou terceiro single

A produção é bem acabada, porém muito simples. Os arranjos dos vocais são muito sutis e bem elaborados com harmonias nos lugares certos reforçando o clima gostosinho da canção.

Lançar um single assim nessa época é uma cartada muito arriscada uma vez que o som que domina as paradas é completamente diferente. Além disso a música, apesar de bem legal, soa antiga que pode afastar o público mais novo. Por outro lado pode introduzir a esta mesma audiência uma sonoridade diferente. Como já foi dito é uma jogada perigosa.

De qualquer maneira vale a pena dar uma atenção ao novo trabalho de Janet, afinal ela tem um legado inquestionável e um talento fenomenal. 

Ouça:

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Madonna Lança clipe de 'Bitch, I'm Madonna' com participações meio estranhas

A véia finalmente lançou esse clipe, gente! Depois de passar um tempo exclusivo no flop Tidal, "Bitch, I'm Madonna" chegou no VEVO/Youtube nesta quinta (18) e o que a gente achou?

Vamos lá! O clima do clipe é muito legal, festa, beijos, bebidas, coreografia tudo muito colorido e casando perfeitamente com a batida FODA da música (uma das melhores do chatíssimo Rebel Heart).

A grande decepção ficou por conta das tão festejadas participações. Os maiores nomes anunciados não compareceram no dia da gravação e os diretores não tiveram a ombridade de inseri-los digitalmente em alguma cena. Ficou uma coisa tosca porque foge totalmente a estética do vídeo e foi feito apenas para causar um hype.

Deu certo pra chamar atenção para o lançamento, mas ver Beyoncé, Katy Perry, Miley Cyrus e Kanye West por MENOS de um segundo foi no mínimo frustrante. Madonna, amiga, você já fez melhor.

Os que diziam que iria colocar Bad Blood de Taylor Switf no chinelo quebraram a cara, apesar de, particularmente, gostar mais da ideia de Madonna.

Chega de blá, blá, blá e vamos ver Madonna fazendo o que ela faz de melhor: Festa:


domingo, 7 de junho de 2015

Backstreet Boys em Recife

Recife foi a primeira capital a receber a parte brasileira  da turnê  In a Worls Like This, dos Backstreet boys. Movidos pela nostalgia dos anos áureos do Pop mundial, milhares de jovens adultos na casa dos 30 (eu, inclusive) marcaram presença no Chevrolet Hall no último sábado (6); a parte mais interessante é que esse público levava consigo, muitas vezes, uma nova geração de fãs que não presenciaram o ápice da boy band mas estava tão empolgado quanto seus acompanhantes mais velhos.

Com um certo atraso e depois de uma fila quilométrica embaixo de chuva, o público sentiu a presença dos meninos da rua de traz que entraram no palco ao som de um de seus muitos hits - The Call,  com apenas essa música já afastaram qualquer sombra de dúvida de que eles são uma das melhores bandas de garotos de todos os tempos.

A música seguinte foi "Don't Want You Back" e você pode se perguntar: Que música é essa? É justamente esse o ponto, ela é uma faixa do Millenium (1999) que não foi lançada e até agora estou imaginando por que ela entrou na set list. Ok, vamos em frente.

A partir daí seguiu-se uma sucessão de hits de todas as fases das carreiras dos meninos (que já não são mais tão meninos assim). O que chamou atenção é que, diferente da tendências das boy bands atuais, Howie, Kevin, A.J., Nick e Brian trouxeram todas as coreografias originais de volta, inclusive as mais clichés das músicas mid tempo.

Um dos pontos altos do show foi a performance de "We've got goin' on", no auge da energia os já quarentões (quase todos) levaram a casa de show ao delírio, não houve quem conseguisse ficar parado. (ou pula, ou morre).

Mesmo a falta de banda (as bases eram gravadas, mas os vocais eram totalmente ao vivo), pouca produção e a idade "avançada" para uma boyband, os Backstreet boys provaram que ainda estão em plena forma. Os passos de dança e as harmonias continuam exatamente no ponto.


Os americanos ainda reforçaram que são músicos de verdade na seção acústica do show, única parte em que instrumentos aparecem no palco e são performados pelos integrantes do grupo. Violões e instrumentos de percussão deram uma nova cara a antigos hits como "Quit Playing Games With My Heart".
As poucas músicas do novo repertório não eram exatamente as favoritas do público mas não fizeam feio quando apresentadas, destaque para o último single da banda "Show'em What You Made Of".

A homenagem ao local do show não podeira faltar, A.J. ficou responsável por parte delas. Na primeira troca de roupa, o cantor ostentou uma camisa onde se podia ler "Açaí", de Manaus. Boa tentativa, mas não ideal já que o recifense é bairrista demais pra levar isso como uma homenagem. Já o próximo figurino atendeu às expectativas, uma camiseta ostentando uma caveira usando um chapéu de couro típico de Luiz Gonzaga. Ponto pra eles. Bandeiras de Pernambuco e do Brasil também apareceram no palco em alguns poucos momentos.


A camisa da Seleção também não poderia faltar e deu as caras no Encore, nas músicas "Everybody" e "Larger Than Life" que encerraram o espetáculo da melhor maneira possível.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sia - A Cantora Sem rosto

Mini Sia e Sia
Todo mundo que curte música pop já ouviu falar em algum momento na cantora e compositora Sia, seja pelos seus vídeos conceituais, seja pelas suas composições incríveis para outros artistas. Mas o que realmente chama a atenção para a cantora é o fato de ela não gostar de aparecer.

Conhecida principalmente pelo seu último CD, 1000 forms of fear e participações em músicas de David Guetta e Flo Rida, a artísta não é nada nova no ramo. Seu primeiro álbum solo data de 1997 e trazia a artista de cara limpa, como outra qualquer promovendo seu trabalho. Até então com uma carreira não tão expressiva daí então surgiu a revolução da imagem, ou falta dela.

Contextualizando...como a gente já tinha comentado aqui no blog, a mídia americana tende a boicotar artistas mais velhos em suas programações, principalmente no meio radiofônico, ainda a principal plataforma de divulgação na música. Sabendo disso Sia, que não é nenhuma novinha(ela tem 39 anos), resolveu abrir mão de seu rosto.

Numa sacada de mestre a artista se tornou atemporal porque sem a representatividade de sua face real, ninguém saberia ao certo, só de olhar, sua idade, chamando atenção para o que realmente importa: A música.

Invés de um rosto, Sia se tornou uma peruca chanel loira. Toda representação de movimento se dá através de dançarinas contemporâneas usando um collant cor da pele e uma peruca que remete direto à cantora. Ironicamente (ou não) a artista normalmente é interpretada por uma criança, Maddie Ziegler, que na época das filmagens de sua primeira aparição no personagem tinha 11 anos.

Com esse truque, a artista conseguiu se livrar de dois problemas de uma vez só: Sua idade (não que seja um problema real, mas devidas as circunstâncias, é) e da Exposição em excesso uma vez que muito provavelmente ela vai andar por aí e poucas pessoas vão reconhecê-la.

E o melhor, o que realmente passa a ser valorizada é a arte, o canto, o significado de suas letras. A imagem agora é usada a seu favor através de clipes que focam na história, na intenção dos movimentos de dança de sua projeção.

Assim, Sia chega a pessoas de todas as idades com sua música, e se continuar com essa estratégia vai se tornar como um Peter Pan, jovem para sempre. Só pra plantar a semente da discórdia, ela não é a primeira artista a fazer isso, alguém aí já ouviu falar em Daft Punk? Então...

Miga, a gente já fez isso. Beijos

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A Queda de Madonna - Que velha Safada!

Madonna levou um baita tombo no Brit Awards e obviamente virou motivo de piadas e memes nas redes sociais. Mais uma vez muito relacionaram o acidente à idade da cantora. Claro que não tem nada a ver. O fato me lembrou um texto que escrevi para o blog Pipoca na Vitrola há pouco mais de 1 ano. Dei uma revisada e reproduzi aqui pra vocês.

"Certa vez estava lendo sobre música e me deparei com um artigo que tratava sobre o machismo da música pop. Nunca tinha parado para pensar sobre as cantoras que tanto gosto sob aquela ótica. O texto falava basicamente de que quando uma artista passa de certa idade ela perde relevância nas paradas de sucesso, principalmente nos Estados Unidos (palco principal da cena pop)…parei e fui analisar a inferência, me deparei com uma triste realidade. É a mais pura verdade.
Então você vai dizer: Ai, Bruno! Madonna está aí para provar que sua teoria é furada. Sério, meu caro? Analise comigo: O último #1 da rainha do Pop foi com Music, em 2000, detalhe o single ficou apenas uma semana nessa posição. Depois disso, o single mais relevante de Mad foi ‘4 minutes’, parceria com Justin Timberlake de 2008, que chegou à 3ª posição. Ainda falando em números o lead single do penúltimo CD da diva, “Gimme All Your Luvin’” amargou uma triste 10º posição. Lembrando que a música foi apresentada no intervalo do superbowl, maior audiência televisiva do país em questão. Os demais singles dos últimos álbuns tiveram um desempenho tão medíocre que os números não valem a pena serem falados. Atualmente a primeira música de trabalho do novo álbum da Madge, "Living for love" ainda não fez cócegas no Hot 100. 
Não estou dizendo que a Madonna perdeu sua majestade, afinal suas turnês super produzidas estão aí afirmando a coroa da realeza. Mas observando o público dos shows, notamos que ele basicamente é composto pela fiel fanbase da diva, que, independente do sucesso comercial dos seus singles, estará lá marcando presença. A querida vem tendo dificuldades em angariar novos fãs e isso podemos notar pelos números já citados.
janet-jackson-super-bowl-wardrobe-malfunction1Outro exemplo nefasto da minha “teoria” é Janet Jackson. A caçula da família Jackson sofreu um ostracismo violento depois de mostrar um mero peitinho em sua famigerada performance no supebowl em 2004. A cantora teve que vir a público pedir desculpas e fingir que foi tudo um acidente. Não teve jeito, a partir dali Janet viu seus singles encalharem nos charts sob uma chuva de críticas, das mais escabrosas possíveis. Lembrando que na época, a artista estava com seus 38 aninhos.
Então você pensa, “mas é absurdo, uma velha mostrando o peito na TV”, pois é, querido, anos depois Miley Cyrus aparece nua no seu clipe, simula sexo num twerk escroto na televisão e é ovacionada pelo público. Qual a diferença? Uma tinha 38 e a outra estava na casa dos 20.
Rapidamente temos os exemplos das Ex-spice girls Mel B e Geri Halliwell. A primeira retomou a carreira solo sem ter ao menos uma gravadora e conseguiu com muito esforço aparecer no 2º lugar no chart Dance Club Play (que conta as músicas que tocam em boates americanas). Já a segunda ainda conseguiu um contrato com a Sony australiana (!), lançou um single com distribuição local e só conseguiu chegar na posição 281 daquele país. Lembremos que as duas foram parte do grupo feminino de maior sucesso do mundo, mas ambas passam dos 35. Conheça as músicas de Mel B e Geri.
O que estou tentando mostrar é que se você for novinha, não há problema em ficar nua, cantar qualquer porcaria e dançar. O problema é quando uma mulher madura faz o mesmo. Para a sociedade, ela tem que se cobrir inteira e virar uma Barbra Streisand, cantando só músicas lentas e com vestidos glamorosos e desprovidos de sensualidade.
O público não quer aceitar a sensualidade madura das cantoras pop. Para o mundo (pelo menos boa parte dele) depois dos 35 a diva está “velha” e tem que tomar o seu calcitran B-12 em casa.
Em contrapartida observemos o caso de Jay-Z, ele tem mais de 40 e ainda continua relevante nos Charts, rimando sobre toda sorte de putaria. Ninguém se importa com a idade dele…porque ele é homem!
Então, meu caro leitor. A partir de agora repense se você não está contribuindo para esse machismo latente. Pense duas vezes antes de chamar Madonna de velha safada e Cher de dinossauro. Elas estão apenas lutando pelo direito de fazer música boa, ser sensual, glamorosa e competir com qualquer outra com metade da sua idade e muitas vezes sem um terço do seu talento."
madona
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