sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Finalmente Aqui está ela: Kelly Rowland e seu Here I Am

Muitos singles promocionais depois, finalmente é lançado o terceiro álbum de Kelly Rowland, Here I Am. Desde 2010 a cantora divulga músicas como divulgação de um suposto álbum que estaria por vir, foram 4 singles e desses 3 não entraram no set list final do álbum, são eles: Rose Colored Glasses, Grow Woman e Forever and A Day; o único remanescente foi ‘Commander’. Nesse meio tempo houveram trocas de gravadora e empresários, fatos quase sempre fatais pra artistas, segundo a cantora a mudança de selo seria pelo desempenho mediano de seu último álbum Mrs. Kelly.

O lançamento de Motivation, uma colaboração com Lil Waine, muda os rumos da divulgação do trabalho, o single foi bem sucedido nas paradas americanas, superando inclusive sua colega mais famosa de banda, Beyoncé. A partir daí o lançamento do álbum foi finalmente agendado e se concretizou. Previa-se, pelas parcerias com produtores de música dance, que o álbum seguiria este nicho mas o sucesso de Motivation mudou toda a cara da produção.

Here I Am tem como sonoridade básica a Urban Music, uma mistura de R&B e pop, e no final apresenta as duas faixas representantes da veia House na qual a cantora diz se identificar muito.Kelly Rowland Here I Am

A verdade é que o álbum é pouco ousado, e mesmo depois de experimentar novos ritmos Kelly continuou na sua zona de conforto ao misturar muitos elementos mais pop ao seu R&B tentando torna-lo mais comercial. O resultado é um trabalho morno, com suas exceções, obviamente. Work It Man é um exemplo de uma faixa que representa o que foi dito, mesmo produzida por Darkchild, o Midas da música atual, o sintetizador que lambuza a faixa tira o peso das batidas do R&B. Isso acontece também na maioria das faixas do Here I Am.

I’m Dat Chick merece destaque, a canção que abre o set list mistura elementos eletrônicos à música urbana, mostrando uma faixa bem ousada. Batidas fortes e vocais estranhos cantando sobre uma Kelly convencida, que realmente sabe que é bonita. Em algum aspecto me lembra Vanity, de Christina Aguilera.

O sexo dessa vez é tema mais presente no álbum e fica mais evidente no single Motivation, ótima música que traz o R&B mais ‘tradicional’, minimalista e sensual.

Quase 80% do álbum foi escrita e produzida por Ricco Love, o responsável de “Sweet Dreams” entre outras músicas nas quais se ouve o bordão já famigerado ‘turn the lights on’ que se tornou a assinatura do produtor. Ricco também colabora cantando em All Of The Night, uma baladinha aguada mas com vocais muito bonitos de Kelly, como sempre.

O Sucesso estrondoso da parceria com David Guetta, When Love Takes Over, se reflete nas últimas faixas do álbum: a superdançante Commander (Que também foi produzida por David), já citada aqui e Down For Whatever, produzida pelo hit maker Red One.

Here I Am é um trabalho bem homogêneo apesar das últimas faixas, pouquíssimo inovador, mas não chega a ser ruim. É um álbum OK com seus pontos altos bem distribuídos em meio a faixas quase inexpressivas.

O álbum ainda não foi lançado no Brasil.

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