sexta-feira, 10 de julho de 2009

Energia Eletrônica do Black Eyed Peas

O Black Eyed Peas volta com toda força com seu novo álbum “The E.N.D”; Não, eles não estão acabando, pelo menos não agora, E.N.D significa ‘energy never dies’. O BEP volta totalmente repaginado com um estilo bem diferente do que o público está acostumado.


“The E.N.D” tem uma sonoridade Dance/ eletrônica, e o hip-hop característico é deixado em segundo plano (pra ser eufêmico).

O lançamento tem como primeiro single a dançante “Boom Boom Pow” com suas batidas futuristas e efeitos de autotune nas vozes dos integrantes (aquele efeito robótico, que por sinal aparece em todas as faixas do CD. Tal recurso já foi muito explorado por Kayne West em seus trabalhos e agora está sendo reciclado, primeiro Mariah e agora Black eyed peas...é a volta dos que não foram), essa faixa ainda tem um pouco de black music em suas batidas eletrônicas.

O álbum continua evoluindo cada vez mais pra um cd de música de boate mesmo, bem eletrônico com vocais quase irreconhecíveis. Várias músicas têm um som que remete ao Daft Punk (lembra? ‘One more time...’), a essência do grupo de rappers é conservada (nem tanto), no estilo de rima e melodias, mas as produções destoam totalmente do que a gente está acostumado. A maioria das faixas tem produção de Will I.Am, principal rapper do grupo.


“Imma Be” é uma faixa bem interessante, começa com uma pegada mais R&B que lembra “Drop it Like it’s Hot” de Snoop Dogg, depois muda se tornando um dance mas, bem ao estilo Black Eyed Peas. “I Gotta Feeling” é o segundo single, com seu refrão chiclete e melodia suave mesclada com partes mais agressivas. Produzida pelo DJ Davig Guetta, que ficou famoso ultimamente por sua parceria com Kelly Rowland, ex Destiny’s Chid, que lhe rendeu o primeiro lugar na Inglaterra.

Outra faixa que merece destaque é a original “Ring-a-Ling”, ótima pegada rap com os efeitos futuristas da produção resultam numa música bem diferente, legal de se ouvir.

“Now Generation” foge um pouco do estilo do resto do cd, tem influencias do rock’n’roll um pouco retrô. A faixa “One Tribe” lembra os trabalhos antigos do BEP.

“Rokin’ to the beat” é uma excentricidade, praticamente toda a faixa se resume a uma frase, mais ou menos com dois minutos surge um rap rápido e depois volta a alternar o instrumental e a mesma frase: “rokin’ to the beat...rokin’ to the beat...”, o resultado é uma música bem chata.

A última faixa do cd fica por “Mare”, pra entrar no clima da índia que parece dominar o mundo, mescla sons indianos ao dance black do resto do álbum, resulta numa faixa bem Pop.

Em resumo, são 16 faixas que fogem um pouco das expectativas, mas se dá bem dentro de sua proposta. Em uma primeira ouvida soa muito estranho, mas depois você se acostuma e termina gostando (ou não). O público dos EUA parece não se incomodar com a mudança e colocou os dois primeiros singles em primeiro lugar nas paradas. O álbum Também foi lançado na edição Deluxe, com outro cd com mais 10 faixas.

Preço médio edição simples: R$ 26,00
Edição Deluxe: R$ 35,00

Vamos falar do BEP? gostou da mudança? comenta!

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